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Ana Maria pede desculpas por usar expressão racista: 'Não se repetirá'

Ana Maria Braga agradece comentários e diz que aprende com as críticas - Reprodução/TV Globo
Ana Maria Braga agradece comentários e diz que aprende com as críticas Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

23/09/2021 10h48Atualizada em 23/09/2021 10h55

A apresentadora Ana Maria Braga se retratou um dia após usar a expressão racista "inveja branca" durante o "Mais Você". Ana Maria pediu desculpas e disse que ainda tem "vícios de linguagem" que não cabem mais nos dias atuais.

Ontem, ao ver o repórter Fabrício Battaglini em uma plantação de girassóis, a apresentadora disse sentir "inveja boa, inveja branca" dele. O UOL mostrou que o termo é considerado racista por associar a cor branca a algo positivo em detrimento de estereótipos racistas que associam preto a fatos ruins, além do Brasil estar envolto em conceitos da branquitude que torna o homem branco como padrão.

Ana Maria, branca e apresentadora na maior emissora do país, o que lhe dá privilégios na sociedade, disse que as críticas têm razão e reconheceu que não dá mais para usar o termo.

Ontem fiz um comentário sobre inveja. Teve gente, principalmente da comunidade negra, que se sentiu ofendida. Eu li os argumentos na internet e vi que as pessoas têm razão. Pessoas ao longo da vida e que tem RG antigo como eu usam expressões que fizeram parte de um outro momento. Peço desculpas, com isso eu aprendo, é uma oportunidade para que sumam rapidamente esses vícios de linguagem. Não se repetirá. Ana Maria Braga

Em março, Ana Maria Braga já se retratou por usar a falsa ideia de "racismo reverso" ao citar o "BBB 21" e romantizar a miscigenação no Brasil, deixando de lado as relações de violência contra negros e indígenas.

Um dia depois, Ana Maria usou seu programa para pedir desculpas mais uma vez e chamou uma ativista negra para explicar o porquê o racismo reverso não existe: ele é uma relação de poder e quem foi escravizado por mais de 300 anos no Brasil foram os negros sequestrados de África, e não a população branca, que tem privilégios e maior acesso na sociedade.