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Leo Dias


O que Gusttavo Lima e Safadão têm em comum, além de cachês perto de 500 mil

Wesley Safadão e Gusttavo Lima - Reprodução/Instagram
Wesley Safadão e Gusttavo Lima Imagem: Reprodução/Instagram
Leo Dias

Leo Dias é jornalista e diretor-executivo do "TV Fama", da Rede TV!. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos. Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: "A fama tem um preço estou aqui para cobrar".

Colunista do UOL

19/11/2019 06h00

Resumo da notícia

  • Artistas com os maiores cachês do sertanejo atual, Gusttavo Lima e Wesley Safadão têm em comum o fato de terem criado os seus próprios festivais.
  • Entretanto, é preciso antever o que fazer quando esses eventos próprios saírem de moda, porque a volta ao mercado não será fácil.

Há 12 anos, o cachê de um grande artista nacional não passava de 50 mil reais, algo irrisório para os dias de hoje. De repente, surge um movimento oriundo de Salvador, chamado micareta, que começa a tomar conta do país. As gigantescas festas tinham uma rainha, Ivete Sangalo, que quebrara todos os padrões de cachês da época e alcançava inéditos 400 mil reais. Era algo que parecia que jamais seria batido.

Mas o tempo passou e a micareta saiu de moda. Logo depois, em Caldas Novas, Goiás, surgia o Caldas Country, o primeiro festival de música sertaneja do Brasil. E foi por causa dele que, nos dias de hoje, ninguém supera a música sertaneja em termos de cachê. Até porque o que não falta nesse tipo de música é festival: de Villa Mix a Festeja passando pelo novato Skuta, os festivais são os responsáveis pelos exorbitantes valores cobrados pelas duplas.

A dupla Jorge e Mateus foi a mais cara do mercado da música por 10 longos anos por ser a principal atração dos festivais Villa Mix. A matemática desses eventos é simples: são áreas que comportam um público gigante, viraram "as atrações da moda" em cada cidade que passa, com uma longuíssima duração de tempo, o que faz com que o faturamento do bar vá nas estratosferas, e o resultado é muito, mas muito dinheiro.

Agora, me diga: porque Wesley Safadão e Gusttavo Lima têm hoje os maiores cachês da música? A resposta é simples: porque eles criaram seus próprios festivais. Gusttavo está no auge com seu 'Buteco', e Safadão ainda bomba com os 'Garota Vip' e 'Garota White'. A fortuna que cada um fatura em cada evento desses é gigantesca. Para que eles vão então, cantar nas apertadas casas de show?

Agora, é preciso ter atenção e cuidado. Tudo um dia sai de moda, E antever o fracasso é fundamental. O 'Tardezinha' de Thiaguinho está aí para não deixar mentir. Já foi o evento da moda, reuniu de Neymar a Bruna Marquezine. Agora, flopou e vai acabar.

Além do mais, é preciso estar preparado porque a volta desse artista, que criou o seu evento particular, ao mercado, certamente, não será fácil. Por que? Simplesmente porque eles prejudicaram o faturamento de seus futuros contratantes, que perderam muito com os festivais dos cantores.

Errata: o texto foi atualizado
Informamos incorretamente que a cidade de Caldas Novas fazia parte do estado de Minas Gerais, quando, de fato, integra o estado de Goiás. A informação já foi devidamente corrigida no texto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Leo Dias