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Ricardo Feltrin

Fora da TV paga em SP, canais da Simba já dão mais tempo a anunciantes

Divulgação
Silvio (SBT), Edir (Record), Marcelo de Carvalho e Amilcare Dallevo, da Rede TV!, TVs que formam o grupo Simba Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

12/05/2017 12h34Atualizada em 12/05/2017 13h48

Após quase 45 dias do corte de seus sinais na maior parte da TV por assinatura em São Paulo e no Distrito Federal, a Record, o SBT e a RedeTV! estão dando “descontos progressivos” em suas tabelas publicitárias como forma de segurar anunciantes.

Segundo a coluna apurou, ainda não há fuga de empresas anunciantes, mas, sem dois mercados importantes como SP e DF, eles já estão perdendo audiência na média nacional da TV paga; com quedas no ibope que variam de 8% a 30% --dependendo da faixa horária--, os canais dão aos anunciantes mais espaço em mais dias e horários.

É a estratégia para compensar o mercado publicitário com a recente perda do maior e mais importante mercado publicitário do país, São Paulo.

Boa parte do espaço "extra" ora cedido era destinado à divulgação das próprias programações. das emissoras Não há queda de receita publicitária, portanto, mas ela agora está bem mais diluída.

Numa comparação com a Bolsa de Valores, dir-se-ia que, se tivessem ações no mercado, as da Record, SBT e RedeTV! teriam perdido valor nos últimos 45 dias.

Também há pressão no mercado publicitário para que os dois lados cheguem logo a um acordo.

Nos últimos dias, SBT, Record e RedeTV! já começaram recuperar alguma audiência também junto ao público de TV paga em São Paulo, mas ainda é pouco perto da perda ocorrida pós dia 29.

ERA UMA VEZ…

A crise entre os canais e as operadoras Net Claro e Sky já vinha desde o final do ano passado, desde a aprovação no Cade da existência da Simba --uma joint-venture destinada a defender os interesses de SBT, Record e RedeTV! conjuntamente.

As operadoras tentaram barrar a criação da empresa no órgão federal.

Os canais abertos querem ser remunerados por seus sinais digitais (a legislação permite).

As operadoras não querem pagar. A Simba então acenou às operadoras com a criação de novos canais exclusivos para a TV por assinatura.

A Vivo manteve as conversações e os sinais das três até o momento. A Net Claro até mantém conversas, mas em menor intensidade.

Já com a Sky não tem conversa nenhuma. Por fim, com a operadora Oi até tem conversa, mas a empresa  é hoje uma tragédia financeira, portanto não tem dinheiro.

DORMIU, A ONDA LEVA...

De certa forma, os canais representados pela Simba pagam o preço por terem ignorado solenemente a TV por assinatura no país por mais de duas décadas.

Enquanto “dormiam”, a Globo dominou o setor, e hoje tem seu braço bilionário, a Globosat, como segundo maior fonte de receitas do Grupo Globo --atrás somente da TV aberta (e olhem que não muito atrás).

Todos perdem com o corte dos sinais abertos:

As emissoras porque perdem um imenso público, e justamente o de melhor poder aquisitivo; as operadoras, porque estão sendo bombardeadas nos S.A.Cs e ainda correm risco de ser obrigadas dar descontos aos  assinantes (caso está em análise na Anatel e no MPF); e os telespectadores, que se veem privados de três canais que sempre fizeram parte de suas vidas --fossem assistidos ou não.

@feltrinoficial

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