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Ricardo Feltrin

Acordo entre Simba e operadoras empaca de novo; volta de TVs pode demorar

Reprodução/TV Record
Silvio Santos e Edir Macedo, mentores e acionistas da joint-venture Simba, que também representa a RedeTV! Imagem: Reprodução/TV Record
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

19/07/2017 06h03Atualizada em 18/07/2017 21h05

Estava tudo indo muito bem nas últimas semanas na negociação entre a Simba e as principais operadoras de TV paga do país.

Havia até a certeza de que SBT, Record e RedeTV! retornariam para os assinantes de Net, Claro e Sky na Grande SP e no DF já no próximo dia 1º.

Só que a “maionese” desandou novamente na semana passada e a volta agora já não está garantida.

Não tão cedo, pelo menos. A menos que haja um avanço entre as partes ainda nesta semana.

Segundo esta coluna apurou, vários detalhes técnicos e contratuais empacaram as conversas novamente.

As operadoras querem que a Simba --joint-venture que representa as três TVs-- assine documento liberando os sinais sem nenhuma cobrança por enquanto,  e com um bom prazo para que as negociações continuem.

Prazo de no mínimo um ano, segundo pessoas a par das conversas, ouvidas pela coluna.

Mas, até a publicação desta reportagem, a Simba não se comprometeu com isso. Sem documento assinado, sem canais de volta ao line-up.

O impasse já dura quase quatro meses. Mais precisamente, desde 29 de março (em SP), quando por determinação da Simba os sinais foram cortados da Net, Claro e Sky.

Desde então as negociações tiveram vários altos e baixos. No momento o embate corporativo enfrenta mais um “baixo” (para a Simba).

Para recapitular: a joint-venture idealizada por Edir Macedo e Silvio Santos exige que as operadoras remunerem seus sinais digitais abertos.

A Simba sentou à mesa de negociações com uma proposta considerada absurda, exigindo quase R$ 3,5 bilhões anuais --conforme informou com exclusividade o site Notícias da TV, parceiro do UOL

Depois, chegaram a baixar suas pretensões. Primeiro para R$ 840 milhões; e, mais tarde, para cerca R$ 1,00 por assinante do país (o que renderia quase R$ 18 milhões mensais para a Simba. Nada feito.

As operadoras se negam a pagar somente pelos sinais abertos. No entanto não descartam remuneraá-las caso apresentem propostas de novos canais exclusivamente pagos.

Afinal, Globo e Band recebem pagamentos, mas só porque seus sinais abertos fazem parte de cestas de outros canais exclusivamente pagos. A Globo, por exemplo, por meio da Globosat, oferece dezenas de canais às operadoras.

Só que os três canais da Simba nunca investiram um centavo em TV por assinatura nos últimos 25 anos. Mesmo assim querem receber por seus sinais abertos.

Com a era digital, avle dizer, elas passaram a ter esse direito. Mas as operadoras só se interessam caso haja oferta de novos canais exclusivos para os assinantes de TV.

E, até o momento, nenhum plano de novos canais Simba foi apresentado.

PERDAS E PERDAS

Desde 29 de março, sem serem exibidos para milhões de assinantes de operadoras, Record, SBT e RedeTV! perderam uma grande fatia de público e de audiência.

Trata-se de um público com maior poder aquisitivo, muito importante para o departamento comercial das TVs.

O SBT, por exemplo, até que conseguiu recuperar quase que toda sua audiência no período pré-corte, mas, mesmo assim, seus anunciantes estão perdendo visibilidade e exposição no mercado.

A expectativa da Simba quando determinou o corte dos sinais (é ela quem decidiu) era que a TV paga sofreria um grande baque --uma grande perda de assinantes desgostosos com o corte de seus três sinais.

Só que isso não ocorreu. A TV por assinatura não só não perdeu público como também não sofreu grande perda de assinantes por causa disso. Segundo a Sky, apenas 15 mil assinantes, de um universo de cerca de 5 milhões, cancelaram as assinaturas exclusivamente por causa disso.

As negociações continuarão até que se chegue a um acordo. Ou não.

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