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Sony condena violência de DJ Ivis; Som Livre retira músicas das plataformas

DJ Ivis já perdeu músicas em rádios do ceará; Sony repudia e apaga posts no Instagram divulgando artista - Reprodução/Instagram
DJ Ivis já perdeu músicas em rádios do ceará; Sony repudia e apaga posts no Instagram divulgando artista Imagem: Reprodução/Instagram

Breno Boechat e Pedro Ezequiel

Do UOL, no Rio de Janeiro e São Paulo

13/07/2021 09h50Atualizada em 13/07/2021 14h33

A gravadora Sony Music Brasil disse levar a sério as acusações de violência feitas contra DJ Ivis, que faz parte do seu rol de artistas. A companhia e o músico fecharam contrato em abril e, agora, com a repercussão das agressões denunciadas por Pamella Gomes, a gravadora disse revisar a relação.

Já a empresa Som Livre, que foi adquirida pela Sony em abril, foi mais incisiva: decidiu suspender os lançamentos com participação do DJ Ivis e retirar as faixas das plataformas de vídeo e de música.

Em comunicado ao UOL, a Som Livre disse não concordar com a violência contra a mulher e que Zé Felipe não vai gravar uma nova versão de "Galega", que tem produção de DJ Ivis.

A empresa informa que suspendeu todos os lançamentos das faixas que tinham participação do DJ Ivis, autor da agressão. Também estão sendo bloqueadas das plataformas de áudio e de vídeo as músicas já lançadas, agindo em parceria e de acordo com as normas de cada empresa envolvida. Sobre a faixa "Galega", a gravadora e o cantor Zé Felipe optaram por não regravar uma nova versão, como anunciado anteriormente pelo artista, visto que Ivis é autor da faixa, e pretendem seguir trabalhando em novos lançamentos.

Mais cedo, a Sony afirmou à reportagem que não tolera "esse tipo de comportamento" e falou em rever a relação com o músico mostrado agredindo Pamella nas gravações de vídeo.

Contudo, a empresa não indicou o que resultaria essa "revisão".

A Sony Music Brasil leva as acusações contra o DJ Ivis muito a sério e não tolera esse tipo de comportamento. Acreditamos na criação de um ambiente seguro e inclusivo para todos. Neste momento, estamos revisando nosso relacionamento com o artista.

Posts promovendo DJ Ivis

Após a publicação desta notícia, a gravadora retirou as suas postagens da conta oficial no Instagram com DJ Ivis: uma, feita no dia 24 de junho, falando do EP com Barões da Pisadinha, MC Danny e Rogerinho, e um teaser do dia 23 de junho.

A publicação de maio, anunciando o single "Vai Sentar no Pai", com Xand Avião, também foi retirada.

Hoje, rádios do estado do Ceará anunciaram a retirada de canções do DJ Ivis da programação como forma de repudiar as agressões.

Xand Avião, dono da produtora Vybbe, responsável por gerenciar a carreira de DJ Ivis, publicou um vídeo dizendo que o artista não continuará na empresa após a revelação de agressões contra a ex-mulher.

DJ Ivis já chegou ao primeiro lugar das mais tocadas do Spotify neste ano, além de ter vários hits emplacados no ranking do streaming de música: "Volta Bebê, Volta Neném", com o DJ Guuga, "Não Pode se Apaixonar", com Xand Avião e MC Danny. Ele também já fez parcerias com Zé Vaqueiro, Barões da Pisadinha e Tarcísio do Acordeon.

Em caso de violência, denuncie

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — a Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, dá orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008.

A denúncia também pode ser feita pelo Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.