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Pamella Holanda diz se arrepender de não ter denunciado DJ Ivis antes

Pamella Holanda diz ter se arrependido de não ter denunciado DJ Ivis antes - Reprodução/Instagram
Pamella Holanda diz ter se arrependido de não ter denunciado DJ Ivis antes Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL

16/10/2021 20h42Atualizada em 16/10/2021 20h46

Pamella Holanda, ex-mulher de DJ Ivis, disse ter se arrependido de não ter denunciado anteriormente as agressões que sofria do ex-marido.

"Sair de um relacionamento assim é muito difícil. Eu era dependente dele financeira e emocionalmente. Era muito submissa. Só saí de casa se fosse com ele. Só fazia as coisas se ele me permitisse. Sem perceber, me coloquei em uma situação vulnerável. (...) Só me arrependi de não tê-lo denunciado antes", contou Pamella, em depoimento publicado pela VEJA.

Ela ainda falou mais sobre o assunto.

Denunciar as diversas agressões que sofri nas mãos do meu ex-marido Iverson de Souza Araújo, o DJ Ivis, foi a última gota de amor-próprio que me restava. Ele era uma pessoa explosiva, grosseira, bruta e violenta. Meu sentimento é de vergonha por mim e pela minha mãe, que presenciou algumas dessas violências. Pamella Holanda

Pamella contou que acreditava que, após o nascimento da filha, o marido mudaria. "Eu achava que, com o nascimento da nossa neném, tudo iria melhorar. A mulher sempre acha que vai ter uma mudança no relacionamento e no temperamento do agressor. Mas isso nunca aconteceu".

Ela disse ainda acreditar que "se não fossem os vídeos", ninguém acreditaria em sua história e que acredita que o pior já passou. Pamella quer usar sua história, então, para encorajar mais mulheres que sofrem violência a denunciarem seus agressores.

"Percebi que tenho um papel social e posso usar essas plataformas para encorajar outras mulheres a também denunciar casos semelhantes. Quem vive um relacionamento abusivo é anulado o tempo inteiro, mas eu sou um indivíduo. Eu trabalho, eu estudo, eu sou mãe. Existem milhões de possibilidades para a minha vida", contou.

Não quero carregar a bandeira da mulher agredida. Toda mulher sai desacreditada e com a fé abalada quando isso acontece. É um peso muito grande. Isso foi algo ruim que aconteceu comigo, mas ficou no passado. Quero olhar para o futuro e superar tudo. Sonho em ser arquiteta e, no próximo semestre, vou voltar para a faculdade, que tranquei por causa do casamento. Acredito que o pior já passou", finalizou.

Entenda o caso

1 - Reprodução / Instagram - Reprodução / Instagram
Vídeo mostra DJ Ivis agredindo mulher
Imagem: Reprodução / Instagram

No dia 11 de julho, Pamella Gomes de Holanda, companheira de Iverson, o DJ Ivis, compartilhou nas suas redes sociais uma série de vídeos que mostram o artista a atacando com tapas, socos e chutes. Também via Instagram, ele confessou as agressões, mas disse que é vítima de uma chantagem.

Os trechos divulgados por Pamella foram feitos, segundo ela, na residência do casal, em datas diferentes. O UOL assistiu aos vídeos, mas por conta do teor violento não iremos compartilhá-los. Em certo momento, Ivis agride a mulher com ela próxima ou até mesmo segurando a filha Mel, de nove meses.

Assumindo a culpa

Minutos antes de ser preso, DJ Ivis gravou um vídeo em que deixa as justificativas de lado e assumiu o erro. "Estou errado mesmo. Peço perdão a cada um de vocês. Nada vai mudar o que eu fiz. Tentei ser perfeito e não consegui. Não quero mudar o que eu fiz, mas quero mostrar que também sou humano", declarou.

Consequências das agressões

Além da prisão, DJ Ivis foi afastado da produtora que trabalhava e teve o contrato rescindido com a gravadora Sony Music Brasil. A Som Livre suspendeu todos os lançamentos das músicas do artista e bloqueou exibição das faixas que estavam no ar.

Pamella Holanda conseguiu medidas protetivas contra o músico e também entrou na Justiça para impedir que o artista e seus representantes façam movimentações financeiras sem seu consentimento.

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — a Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, dá orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008.

A denúncia também pode ser feita pelo Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

Caso esteja se sentindo em risco, a vítima pode solicitar uma medida protetiva de urgência.