Coluna

Flávio Ricco

Band reduz investimentos no esporte e transmite Fla-Flu do estúdio

David Vincent/AP
Quadra Philippe-Chatrier de Roland Garros Imagem: David Vincent/AP
Arte/UOL
Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. colunaflavioricco@uol.com.br

Colunista do UOL*

21/03/2016 07h00

É naturalmente compreensível que num momento como o de agora se use de muita precaução em tudo. Mas que isto não sirva de desculpa para serviço mal feito.

Ontem, o Pacaembu, em São Paulo, teve a honra de receber o Fla-Flu, um dos maiores clássicos do futebol brasileiro. A Band, com sede principal no Morumbi, transmitiu o jogo do estúdio. Isso é o fim. Joga contra tudo que se entende como racional. Não existe desculpa.

E pelo andar da carruagem, a coisa não deve parar por aí.  Um dos maiores eventos que o Grupo Bandeirantes tem em mãos são os direitos do torneio de tênis de Roland Garros e tudo está caminhando para ser uma das mais precárias coberturas de todos os tempos. Até agora nenhuma providência foi tomada para a viagem de ninguém.

Todos sabemos que, com a crise em cartaz, são compreensíveis as dificuldades comerciais, mas a transmissão de Roland Garros, por tudo que representa, deve merecer da Band o mais perfeito dos trabalhos e o maior dos sacrifícios. Não se admite dar a ele um tratamento que não seja o melhor.

*Colaborou José Carlos Nery


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