Coluna

Flávio Ricco

A revolta do Galvão com uma seleção que não tem nada de Brasil

Divulgação Globo/Alex Carvalho
A frustração de Galvão Bueno e de todos com a Copa América Imagem: Divulgação Globo/Alex Carvalho
Arte/UOL
Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. colunaflavioricco@uol.com.br

Colunista do UOL*

14/06/2016 07h00

Galvão Bueno terminou a transmissão do jogo do Brasil, após o vexame da eliminação contra o Peru, sem voz e visivelmente irritado. Fora o seu lado torcedor, sempre muito acentuado, teve também a reação de alguém que se entrega inteiramente a um trabalho, e não é correspondido.

Pior que tudo é ver pessoas como o respeitado Casagrande e o premiado Ronaldo, durante toda a transmissão, considerarem de bom para ótimo o futebol apresentado. A que ponto chegamos.

Uma seleção organizada pela CBF, cujo principal dirigente não viaja com ela com medo de ser preso, não pode merecer o respeito de nenhum brasileiro.

E muito menos despertar qualquer outro tipo de sentimento em ninguém, que não seja o desprezo.

Um time de futebol, montado à base de interesses e por pessoas que não estão até moralmente habilitadas para desempenhar tal função, não pode representar uma nação.

E os que sofrem com ela, preparem-se, porque agora vem uma Olimpíada pela frente.

*Colaborou José Carlos Nery

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