Coluna

Flávio Ricco

Obra da Odebrecht: Jornalistas da Record são presos na Venezuela

Reprodução
Leandro Stoliar Imagem: Reprodução
Arte/UOL
Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. colunaflavioricco@uol.com.br

Colunista do UOL*

11/02/2017 20h55

Neste sábado, às duas da tarde, horário de Brasília, meio-dia em Caracas, o Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN), da Venezuela, prendeu os jornalistas Jesús Urbina e Maria José Túa, da Transparência Venezuela, assim com Leandro Stoliar e Gilson Souza de Oliveira, da Rede Record, que se encontravam fazendo imagens da Puente Pigale, sobre o lago de Maracaibo, no estado Zulia.

A obra está sendo executada pela Odebrecht --empresa acusada de pagar propinas a políticos no Brasil e em outros países--, sob a responsabilidade do Ministério do Poder Popular para Transportes Terrestres e Obras Públicas.

Os quatro jornalistas foram conduzidos para a sede da SEBIN, em Maracaibo, não foram liberados até agora e tiveram os seus equipamentos e celulares apreendidos.

A alegação das autoridades venezuelanas para a prisão é que não havia autorização para a realização do trabalho jornalístico. Atitude típica de países autoritários.

Uma fonte da Record ouvida pela coluna disse que os dois profissionais foram detidos enquanto realizavam uma reportagem investigativa para o "Jornal da Record, que irá denunciar o esquema de corrupção do Banco Nacional de Desenvolvimento e Social (BNDES), envolvendo Brasil, Venezuela e outros países.

A informação nos bastidores da Record é que a situação agora está tranquila, e que a equipe deve ser liberada logo mais. O que não se sabe ainda é se vão deportar os jornalistas ou se vão deixá-los continuar a gravação..

A Record contratou uma advogada, Daniela, que já está na porta do SEBIN, para auxiliar na liberação de seus funcionários, e solicitou ainda o apoio do Itamaraty e da Embaixada do Brasil, na Venezuela.

Em nota, a Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) classificou a medida tomada pelo governo venezuelano como "abominável e digna apenas de regimes ditatoriais que não aceitam o livre exercício da imprensa e temem a verdade."

Nota da Record 

A RecordTV informa que os jornalistas Leandro Stoliar e Gilson de Oliveira foram perseguidos e detidos, sem explicação, na cidade de Maracaibo, no estado de Zulia, na Venezuela .

Os jornalistas tiveram seus celulares, equipamentos e pertences pessoais apreendidos por homens que se identificaram como integrantes do SEBIN, Serviço de Inteligência Nacional. Leandro e Gilson estavam acompanhados de representantes da ONG - Transparencia  Venezuela, que também foram detidos.

A RecordTV repudia esta atitude violenta e radical  que fere a liberdade de imprensa e exige a imediata liberação dos profissionais e a devolução de todo o material apreendido.

A RecordTV acionou o governo brasileiro através do Itamaraty e da Embaixada do Brasil, na Venezuela, para que todos os direitos e a segurança dos profissionais sejam garantidos.

Caso Odebrecht

O Parlamento venezuelano, de maioria opositora, aprovou na semana passada a abertura de uma investigação sobre o suposto pagamento de subornos a funcionários do Estado por parte da construtora brasileira. O acordo foi votado na ausência dos parlamentares chavistas.

A empreiteira admitiu ter pago subornos em diferentes países, entre eles a Venezuela, para obter contratos de obras públicas.

A Venezuela é o segundo país - atrás do Brasil - onde a construtora reconheceu ter pago mais subornos: "98 milhões de dólares por 32 obras, 11 sem concluir, que custaram 11 bilhões de dólares", afirmou a ONG Transparência Venezuela.

Reprodução/Facebook
Leandro Stoliar (à direita), repórter da Record preso na Venezuela, durante a cobertura do acidente com o avião da Chapecoense Imagem: Reprodução/Facebook

*Colaborou José Carlos Nery


 

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