Coluna

Flávio Ricco

Apelação criminosa: tem sangue escorrendo no jornalismo policial da TV

Reprodução/Arquivo pessoal
Datena e Marcelo Rezende Imagem: Reprodução/Arquivo pessoal
Arte/UOL
Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. colunaflavioricco@uol.com.br

Colunista do UOL*

10/05/2017 07h00

Não se pode avaliar o nível dos programas policiais da televisão, por aquilo que os telespectadores do “Brasil Urgente” e “Cidade Alerta”, do José Luiz Datena e Marcelo Rezende assistem costumeiramente.

Não há termos de comparação entre o que é abordado por eles e o que é levado ao ar em outras emissoras, espalhadas pelo país.

A ordem para a grande maioria é apelar até as últimas consequências e não usar de cuidado nenhum na seleção de imagens colocadas na edição do programa.

Prova, entre as piores, disso, é o que a Band Goiânia levou ao ar na manhã de segunda-feira, escancarando a imagem de um homem morto durante um jogo de futebol, com rosto à mostra, sem qualquer sombreamento, todo coberto de sangue.

Nada mais chocante e desrespeitoso. O programa, que por acaso leva o título de “Chumbo Grosso”, tem na sua apresentação uma mulher, Luciana Braz.

*Colaboração de José Carlos Nery

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