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Flávio Ricco

Pioneiro da televisão, Álvaro de Moya morre em São Paulo

Reprodução/TV Cultura
Álvaro de Moya em entrevista ao programa "Provocações", da Cultura Imagem: Reprodução/TV Cultura
Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. colunaflavioricco@uol.com.br

Colunista do UOL

14/08/2017 18h34

Internado desde o último dia 5 no Hospital São Paulo, vítima de um AVC – Acidente Vascular Cerebral, Álvaro de Moya faleceu na tarde desta segunda-feira aos 87 anos.

Ainda não há informações sobre velório e sepultamento. Um dos pioneiros da televisão, com passagens pela Excelsior, Tupi, Bandeirantes e Cultura, Moya também foi uma figura reconhecida mundialmente pelas histórias em quadrinhos.

O profissional era considerado o maior especialista de Histórias em Quadrinhos do país, uma inspiração para muitos, e atuava na área desde o final dos anos 1940. Trabalhou como desenhista de HQs e como ilustrador de livros para várias editoras e tinha ainda uma rica história em outros segmentos, como jornalista, escritor de livros e realizador de mostras, exposições e eventos culturais.

Graças ao seu empenho, no dia 18 de junho de 1951, foi inaugurada uma exposição de quadrinhos no Centro Cultura e Progresso, clube da juventude judaica no bairro do Bom Retiro. No espaço, pela primeira vez os quadrinhos foram apresentados ao público como Arte, em uma época em que começavam a sofrer repressão por parte de pais, educadores, psicólogos e autoridades. 

Moya comemoraria este ano 70 anos de carreira e faria no próximo dia 20, domingo, o lançamento do livro EISNER / MOYA que, por motivos óbvios, foi cancelado. 

*Colaborou José Carlos Nery
 

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