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Flávio Ricco

Novela do Brasil é coisa de cinema

Raquel Cunha / TV Globo
Erika Januza e Caio Paduan em cena de "O Outro Lado do Paraíso" no ar na Globo Imagem: Raquel Cunha / TV Globo
Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. colunaflavioricco@uol.com.br

Colunista do UOL*

31/12/2017 00h06

Desde o lançamento da “Biografia da Televisão Brasileira”, a novela sempre foi assunto das muitas entrevistas, revelando o interesse de todos pelas suas produções.

Não por acaso os vários e merecidos capítulos dedicados a ela no mesmo livro, sempre destacando o fato de hoje nos colocarmos, senão em primeiro, mas de barato entre três principais produtores do mundo.

A qualidade do trabalho realizado aqui, com toda certeza, se compara aos grandes filmes, não somente pelos bons desempenhos artísticos, mas na forma como são produzidas e realizadas.

Ao contrário de outros centros, que centralizam tudo praticamente em estúdio, aqui muita coisa é feita em externas ou em cidades cenográficas construídas para cada uma e que só se comparam ao que acontece em Hollywood.

Exagero? Nenhum. E acrescente-se a isso a fato de que todos os atores se preocupam em decorar suas falas, ao contrário de outros países onde é tudo no estúdio e ainda se apela ao absurdo do ponto no ouvido.

Existe um trabalho
Embora não faça alarde em cima disso, existe, sim, um trabalho na Record para reforçar seu quadro de comunicadores.

Alguns contatos foram feitos neste final de ano. Conversas de aproximação, por enquanto.

Banho de loja
A Record também deveria dobrar a preocupação com o conteúdo dos seus programas.

Contar com um pessoal mais criativo e preocupado em sair da mesmice. Hoje estão todos muito iguais, passando a impressão que saíram da cabeça de uma mesma cansada e desestimulada pessoa.

Ritmo mais forte
A teledramaturgia da Globo intensificará ainda mais seus trabalhos nos próximos tempos.

Além de atender tudo o que já existe como necessário e imprescindível para a televisão, outros tantos já estão sendo produzidos exclusivamente para o streaming.

Recorrente (1)
Em certos detalhes se constata a diferença da Globo em relação às demais.

Foi a primeira e só depois veio a Bandeirantes em investir na televisão paga. Todas as outras, SBT, Record e companhia bela, até agora não se preocuparam com isso.

Recorrente (2)
Hoje, em sintonia com aquilo que o público pretende encontrar, a Globo passou a produzir mais intensamente para o streaming.

“Assédio”, já em execução, é um desses tantos casos.

A Copa é agora
O Fox Sports, sob a liderança de Edu Zebini, pretende iniciar a cobertura da Copa da Rússia já nos primeiros dias deste novo ano.

Todos os trabalhos de lá, com movimentação intensa de sua equipe, terão prioridade na grade. Internamente, para o pessoal da Fox, o mundial já começou.

Locação diferente
Além das externas na Paraíba, que serão retomadas quase que imediatamente, “Orgulho e Paixão” vai gravar agora, em meados de janeiro, o descarrilamento de um trem em Mariana.

É uma cena dos primeiros capítulos desta próxima novela das 18h da Globo.

Programação própria
Mais tardar até o final de janeiro, a TV Bandeirantes – São Paulo irá anunciar a sua nova programação.

Conteúdo próprio, independente do que continuará sendo produzido para abastecer as emissoras da Rede Bandeirantes. Incluem-se por aí algumas contratações.

Foto de Bastidor

Globo/Ramón Vasconcelos
Selton Mello em cena na série "Treze Dias Longe do Sol" Imagem: Globo/Ramón Vasconcelos

A estreia de “Treze Dias Longe do Sol”, na Globo, será no dia 8 próximo.

A série, disponível no GloboPlay, foi toda gravada de novembro de 2016 a março deste ano, com Carolina Dieckmann e Selton Mello como protagonistas.

Bate – Rebate
• O horário de verão, historicamente, sempre foi um complicador na vida das TVs, naquilo que se refere a audiência...
• ... No entanto, pelo menos na praça de São Paulo, a diferença não se apresenta tão acentuada como nos anos anteriores...
• ... “Tempo de Amar”, por exemplo, novela das 6 na Globo, tem se mantido com números bem interessantes...
• ... Evidente que a qualidade do trabalho também conta.
• ... Ou entra como um componente bem importante.
• O “SBT Repórter” não será novamente transformado em produto de grade no SBT...
• ... As suas exibições, como aconteceu em dezembro, serão eventuais...
• ... Ou só em forma de especiais e com responsabilidade do departamento de jornalismo...
• ... Não há e nem será criada uma equipe própria para isso.
• O contrato de Vera Fischer com a Globo foi renovado até 2019...
• ... “Assédio”, com direção de Amora Mautner, será o seu próximo trabalho.

*Colaborou José Carlos Nery

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