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Flávio Ricco

Autora comenta "esquecimento" de Paolla sobre estreia em "Metamorphoses"

Paulo Belote/Globo
Letícia Dornelles aprova livre escolha de Paolla Oliveira Imagem: Paulo Belote/Globo
Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. colunaflavioricco@uol.com.br

Colunista do UOL*

03/06/2018 00h04

Sabe aquele episódio no qual Paolla Oliveira ao que parece “se esqueceu” que sua primeira novela foi “Metamorphoses”, na Record, e não “Belíssima”, na Globo?

Aconteceu após o evento de lançamento da reprise da trama de Silvio de Abreu, exibida originalmente em 2005, que volta ao ar dia 4.

Paolla Oliveira, numa rede social, escreveu: "Que orgulho eu tenho de, 13 anos depois, falar da minha primeira novela. Ter sido escolhida pelas mãos de Silvio de Abreu e Denise Saraceni para estar entre essas grandes estrelas foi um verdadeiro presente, que eu cuido todo dia com muito carinho. Vale A Pena Ver De Novo mesmo!!!".

A primeira novela da atriz foi, de fato, “Metamorphoses", história de Arlette Siaretta e Letícia Dornelles exibida em 2004.

Dornelles conversou com a coluna sobre a posição tomada pela atriz.

“Respeito a decisão da Paolla. Ela tem o direito de gerenciar a carreira e a imagem dela, colando-as apenas a sucessos, e na TV Globo. Eu a escolhi para um importante papel na novela da Record. Uma vilã interesseira. Iniciou comigo em dramaturgia. Mas entramos a um mês do fim, numa produção em crise, que estava praticamente marcada para ser interrompida, pelas crises entre emissora e produtora”, lembra a autora.

Dornelles destaca outra dificuldade encontrada nesse trabalho:

“Demos o nosso melhor, mas a trama não nos pertencia. Era escrita por Arlette Siaretta e Vivian de Oliveira. Chegamos com a maior boa vontade. Eu mesma trabalhava de domingo a domingo, gerenciando crises, apoiando a equipe, e escrevendo textos. Lutamos por dias melhores, mas não pudemos realizar o trabalho a que nos propusemos”.

“Tenho ótima lembrança da iniciante Paolla. Sempre me procurava para pedir orientação sobre como direcionar a personagem. Era estudiosa e aplicada. Fico feliz de ver a carreira que construiu. Vai morar sempre no meu coração. Quero voltar a escrever para ela”, conclui.

*Colaborou José Carlos Nery