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Flávio Ricco


Operadoras estão em pé de guerra com a Turner por fim de canais "sem aviso"

Logo Esporte Interativo - Divulgação
Logo Esporte Interativo Imagem: Divulgação
Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. colunaflavioricco@uol.com.br

Colunista do UOL*

18/08/2018 00h05

O fim dos canais Esporte Interativo, na forma que foi e sem qualquer aviso prévio a ninguém, criou também uma enorme zona de conflito entre as principais operadoras do país e a Turner, afiliada da AT&T.

Como isso vai acabar ou será contornado é a grande questão.

As operadoras, diante de tão desagradável surpresa, consideram inevitáveis os pedidos de desconto por parte dos seus assinantes. Afinal, venderam uma coisa e a entrega, outra.

Os prejuízos em todo o sistema, de acordo com elas, serão enormes, algo que não aconteceria se tivesse existido um maior cuidado e respeito no trato com todos, direta ou indiretamente, envolvidos na questão.

Para tentar contornar essa situação, a Turner estaria cogitando criar uma nova denominação esportiva, algo na linha "Space Sports", e lá concentrar todo o conteúdo dos canais Esporte Interativo, a fim de evitar novos ou piores desdobramentos.

Em comunicado recente, disparado para imprensa, a Turner informou que após o fim do EI "em 40 dias", seus eventos, como Liga dos Campeões e Campeonato Brasileiro, este em 2019, migrariam para o Space e TNT, adotando o conceito de "superstation", sucesso nos EUA, reunindo esportes, filmes e séries no mesmo lugar. 

Resta saber se isto será suficiente para acalmar os ânimos das operadoras e seus assinantes.

*Colaborou José Carlos Nery