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Flávio Ricco


Guerra entre irmãos por controle da Band pode ter um cessar-fogo hoje

Divulgação/Band
Johnny Saad, presidente do Grupo Bandeirantes Imagem: Divulgação/Band
Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. colunaflavioricco@uol.com.br

Colunista do UOL

07/02/2019 00h05

Os cinco irmãos Saad (Johnny, Ricardo, Marisa, Márcia e Leonor), controladores do Grupo Bandeirantes, se encontram nesta quinta-feira em uma Assembleia que poderá selar a paz na família e manter no cargo o atual presidente João Carlos Saad, o Johnny. 

Mas, segundo apurado com executivos da casa, para que isso ocorra eles farão duras exigências ao irmão.

A principal delas, a demissão de vários executivos, por entenderem que alguns deles, com décadas de casa, foram importantes no passado, mas já não conseguem respostas para tirar o grupo da atual crise financeira e de audiência. 

De acordo com essas fontes, quem encabeça a lista das demissões exigidas pelos irmãos de Johnny é o atual VP Executivo, André Aguera. Sob sua gestão, a Band acumulou em 2018 uma série de lançamentos fracassados, como os programas "Show do Esporte", "Superpoderosas" e "Agora é Domingo". 

Pesaria ainda contra Aguera a ascensão de Vivianne Brafmann, diretora comercial alocada na direção de merchandising. 

A gota d'água para ampliar o descontentamento da família em relação às ações do executivo foi a informação de que Vivianne deverá ter o seu salário reajustado no momento em que o grupo atravessa dificuldades. Além de Aguera, a lista tem outros 10 nomes.

Caso Johnny atenda a exigência, o cachimbo da paz deverá ser aceso, segundo as mesmas fontes. 

O fato é que alguma decisão precisa ser tomada para que a Band possa sair desse triste quadro em que se encontra. Trocas de socos ou contendas diversas estão longe de ser a melhor solução.

A união de esforços, num momento como o de agora, é fundamental.

O Grupo Band, consultado, não comenta assuntos relacionados a esta questão.

*Colaborou José Carlos Nery