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Flávio Ricco


"Boechat é insubstituível", afirma novo âncora do Jornal da Band

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Lana Canepa e Eduardo Oinegue, os atuais apresentadores do "Jornal da Band" Imagem: Band
Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. colunaflavioricco@uol.com.br

Colunista do UOL*

2019-05-23T00:05:00

23/05/2019 00h05

Na tarde de ontem, na sede da Bandeirantes, o jornalista Eduardo Oinegue, novo âncora do "Jornal da Band", falou pela primeira vez sobre sua escolha para ocupar a cadeira que pertenceu a Ricardo Boechat, morto em 11 de fevereiro, aos 66 anos em queda de helicóptero em São Paulo.

Profissional experiente, Oinegue começou a carreira jornalística aos 17 anos. Teve passagens por redações da Veja e Exame, ambas da editora Abril, onde ficou por duas décadas. Desde 2010 participa do "Canal Livre" e, atualmente, também apresenta programa na rádio BandNews FM.

Estreou oficialmente na bancada do "JB" no dia 13 de maio e seu nome foi aprovado pelo próprio Johnny Saad, presidente do Grupo - que não permitiu realização de evento para comunicar a entrada do profissional no informativo.

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Imagem: Band

Oinegue declarou que se sentiu "muito honrado" em ser o escolhido para apresentar o telejornal:

"Já estava na casa discutindo outros projetos" - entre eles uma possível ida para o "Jornal da Noite". "Era uma discussão que se tinha, mas fui para o "Jornal da Band", motivo de orgulho".

"Estou gostando, aprendendo, a equipe é extraordinária e todos estão sendo muito acolhedores", elogia.

Apresentação de telejornal é algo novo na sua carreira de 37 anos no jornalismo, e, também por isso, ele destaca o período de preparação para este trabalho.

"A gente treinou bastante [fez vários pilotos], não foi uma coisa que entrou no ar e pronto. O importante no começo é não errar. Não errar é uma forma de acertar", considera o âncora.

No entanto, Oinegue não se coloca e nem se anuncia como substituto de Boechat:

"Eu não vou substituir, eu não estou substituindo o Boechat. Ele é absolutamente insubstituível. Não existe esta possibilidade. Alguém precisava apresentar e me senti honrado de ter sido o escolhido".

Porém, de acordo com o novo âncora do "JB", Boechat deixou várias lições "para todo mundo que está nessa casa".
E lista:

"Eficiência, respeito aos entrevistados, respeito à notícia, não brigar com a realidade, mas também não se conformar com ela e continuar o bom jornalismo".

*Colaborou José Carlos Nery