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Flávio Ricco


José Roberto Maluf assume TV Cultura com desafio de audiência e receita

O advogado José Roberto Maluf, novo presidente da TV Cultura, que assume o cargo nesta quinta - Imagem/Divulgação
O advogado José Roberto Maluf, novo presidente da TV Cultura, que assume o cargo nesta quinta Imagem: Imagem/Divulgação
Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. colunaflavioricco@uol.com.br

Colunista do UOL

12/06/2019 18h59

José Roberto Maluf, advogado, ex-vice-presidente da Bandeirantes e SBT, onde nesses últimos tempos exercia a função de conselheiro, será o novo presidente da TV Cultura a partir de amanhã.

O seu nome foi indicado pelo governador de São Paulo, João Doria, e ele chega com a missão de mudar o perfil da emissora, torná-la mais competitiva e lucrativa. E, como todas as outras TVs convencionais, aberta à publicidade, menos dependente de verbas governamentais.

Maluf sucederá Marcos Mendonça. Na tarde desta quarta, véspera da sua posse, ele concedeu a sua primeira entrevista na condição de presidente eleito.

Qual o atual cenário da TV Cultura? Como o senhor a encontrou?
Só tomo posse amanhã, dia 13. Pelo que vi até agora, todas as informações prestadas pelo presidente Marcos Mendonça, mostram que a Fundação Padre Anchieta está bem.

Neste início de gestão, quais serão os principais desafios?
Os principais desafios são buscar mais eficiência e bons resultados na audiência e na receita. Os três pilares que a Cultura tem por foco serão mantidos: cultura, educação e informação.

Diante do quadro atual de todas as TVs, a seu ver por onde a TV Cultura irá caminhar? Qual posição ela deve ocupar?
A TV Cultura não compete diretamente com as emissoras comerciais. Como TV pública preocupa-se em formar cidadãos, levar educação e cultura a todos.

Existem condições de a TV Cultura se portar como outra televisão qualquer, sustentando-se unicamente pelos rendimentos dos seus produtos?
Sabiamente o governador Abreu Sodré ao criar a Fundação Padre Anchieta teve o descortínio de deixar o comando para a sociedade civil e a despesa por conta do Poder Público. Um terço do custo hoje em dia é suportado pela receita obtida pela Fundação Padre Anchieta e nossa missão é aumentar essa participação.

Quais trabalhos, no seu entender, devem ser feitos imediatamente?
Vamos fazer os estudos para redução de despesas, atualização de alguns programas na grade e melhora da receita.

As rádios sofrerão mudanças em relação às suas programações atuais?
Vamos manter a programação de música clássica e jazz na FM e MPB na AM.

Audiência, credibilidade e conteúdo de qualidade conseguem andar juntos?
Qualidade de programação e credibilidade no jornalismo são essenciais para manter a excelente posição ocupada pela TV Cultura no nosso meio.

Pretende enxugar o quadro de profissionais da TV? Sabe-se que a operação da emissora atualmente não é barata?
O quadro de colaboradores está em exame e ainda é cedo para qualquer definição.

Como será a relação com as praças? Vai haver uma maior cobrança de qualidade de conteúdos locais?
Na medida do possível todas as emissoras que compõem e comporão a nossa rede deverão ter sinal de alta qualidade.

O jornalismo da TV é conhecido pela sua independência. Vai ser mantido assim?
Jornalismo independente é o que permite a emissora ter a credibilidade que tem. E assim vai continuar.

A sua equipe de trabalho já está montada?
Parte da diretoria será mantida e outros nomes estarão conosco desde logo, como Carlito Camargo, Del Rangel, Paulo Ramos, Adriana Muniz, Edson Kawano, Maura Vannozzi, consultoria, e Willian Corrêa.

*Colaborou José Carlos Nery

Flávio Ricco